Plástica Pós Bariatrica
Dr. Lady Canan tem em sua carreira mais de 700 pacientes pós-bariátricas operadas. Simplesmente uma das maiores experiências do Brasil.
O QUE É?
O Brasil hoje é o segundo país no mundo que mais faz cirurgias bariátricas, perdendo apenas para os Estados Unidos. O número de cirurgias sobe a cada ano, e o número de pacientes elegíveis para essa operação no Brasil era de 4,9 milhões de pessoas em 2018. Certamente é uma área dentro da cirurgia plástica que necessita de profissionais habilitados, pois a demanda por esse procedimento é grande e será muito maior. O emagrecimento resolve uma série de problemas de saúde e traz uma qualidade de vida incomparável a esses pacientes. Mas há um preço. A flacidez e toda a sobra de pele gerada com a perda de peso acarretam grandes sequelas ao contorno corporal, as quais, muitas vezes, são de difícil correção. Selecionamos perguntas dividindo-as em cinco grande blocos inerentes aos procedimentos mais comuns que envolvem a cirurgia pós-bariátrica: Temas gerais, abdominoplastia, mamoplastia, coxoplastia e braquioplastia.
PERGUNTAS FREQUENTES
Veja algumas perguntas frequentes referente a CIRURGIA PÓS-BARIATRICA:
Quando o peso estiver estável há pelo menos três a seis meses. O motivo é simples: caso a paciente continue a perder peso após a plástica, perde-se completamente o resultado do procedimento. Habitualmente essa estabilidade ocorre entre 12 e 18 meses após a bariátrica.
Esse é o ponto crucial para o entendimento de todo o problema. O processo se inicia na obesidade, quando a pele sofre um grande estiramento, ficando literalmente laceada em virtude do rompimento das fibras elásticas e colágenas da pele. Com o emagrecimento, a pele vai se contraindo até seu máximo potencial de retração, o qual já foi comprometido pelo estiramento prévio causado pela obesidade. Chega um ponto em que esse potencial acaba e se inicia todo o processo de flacidez e redundância de pele, o\ que é potencializado por um estado nutricional comprometido pela baixa ingestão e absorção dos nutrientes.
Há muitas variáveis nessa questão. Fatores genéticos da pele inerentes a raça, idade em que fez a bariátrica, gênero, tipo de cirurgia bariátrica e a quantidade de perda de peso são os fatores principais.
Sem dúvida, não. Sempre o principal componente de tratamento do paciente após grande emagrecimento é a flacidez de pele. Esse é o principal foco. Tendo isso como princípio de todo planejamento, certamente essas pacientes terão cicatrizes maiores, raramente precisarão associar lipoaspiração, a pele tem pouca ou nenhuma capacidade de retração exigindo uma maior tração dos tecidos excedentes.
Infelizmente, não. A lipoaspiração ocasionará redução de volume sem contração da pele, pois a capacidade de retração dela se esgotou com o emagrecimento. Resultado: aumento da flacidez! A indicação de lipoaspiração isolada em pacientes pós-bariátrica é raríssima.
Depende de cada caso. Isso vai depender do estado de saúde atual da paciente, especialmente da parte hematológica, considerando que são pacientes propensas ao desenvolvimento de anemias e que têm pouca reserva de ferro, necessário para a produção das células vermelhas do sangue. Outra questão é o tempo estimado do procedimento como um todo, o qual não deve ultrapassar seis horas de cirurgia; acima dessa duração de tempo potencializam-se as complicações cirúrgicas. Quanto maiores as ressecções necessárias, maior a estimativa de perda sanguínea e maior o tempo cirúrgico.
Não existe uma sequência ideal. Penso que priorizar o seguimento que mais incomoda a paciente associando procedimentos que facilitem o pós-operatório é uma boa estratégia. Existem casos em que a técnica agrega dois seguimentos como mama e braço com a união das cicatrizes entre eles para um melhor resultado.
Na realidade não se trata de um direito mas de critérios. Quem determina os procedimentos contemplados pelas operadoras de Saúde é a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) através do Rol de Procedimentos e Evento em Saúde. Atualmente, ano de 2021, a única cirurgia contemplada por esse Rol é a Dermolipectomia para abdômen em avental após grande emagrecimento, devendo a paciente apresentar um abdômen em avental cuja sobra de pele cause alterações e infecções cutâneas. Conforme mencionado acima, nem todo paciente que faz a cirurgia bariátrica cumpre esses critérios impostos pela ANS e interpretados pela operadora de saúde, ou seja, não é um direito propriamente dito.
De certa forma sim, mas aí entra especialmente a questão da estabilidade do peso e sempre que necessário as equipes discutem o caso para uma decisão consensual.
As avaliações são semelhantes aos pacientes habituais, mas com cuidados específicos no que se refere à questão nutricional, vitamínica e investigação de anemias. Em razão da dificuldade de absorção de alguns nutrientes, os pacientes pós-bariátricos podem desenvolver problemas de cicatrização e ter grande dificuldade na recuperação do sangue perdido na cirurgia, pois apresentam pobres reservas especialmente de ferro, ácido fólico e vitamina B12.
ABDOMINOPLASTIA PÓS-BARIÁTRICA
A palavra dermolipectomia significa ressecção (sulfixo “ectomia”) de pele (prefixo “dermo”) e gordura associada (prefixo “lip”). A abdominoplastia consiste no tratamento das três camadas que compõem o tronco como um todo, ou seja, a pele associada à gordura abaixo dela, tratada pela dermolipectomia; a gordura restante, tratada por lipoaspiração; e a parede músculo aponeurótica, tratada pela plicatura dos músculos que compõem o abdômen.
Depende de qual técnica de ressecção de pele foi indicada e efetuada em cada caso. Os casos mais simples ficam com cicatrizes horizontais no pé da barriga apenas; há casos em que é necessária uma ressecção vertical de pele, deixando uma cicatriz em âncora, e há casos em que é necessária a ressecção de pele em volta de todo o tronco, deixando cicatrizes circunferenciais. Considerando-se que a sobra de pele é o principal componente a ser tratado nesse grupo de pacientes, a extensão das cicatrizes tende a ser maior que nos casos habituais.
Na prática sim. A cicatriz que está acima do umbigo acabará sendo alongada com a tração do abdômen para baixo, ou seja, o acréscimo de cicatriz quando se faz o abdômen em âncora com a vantagem de se poder retirar uma maior quantidade de pele na vertical.
Nas abdominoplastias em âncora, sim, faz-se um neoumbigo retirando-se completamente o antigo, entretanto, nas convencionais a base do umbigo natural é mantida, fazendo-se apenas uma nova abertura para ele.
Sempre que fazemos uma lipoaspiração nós reduzimos o volume daquela região, e a pele que estava cobrindo a gordura que foi retirada precisa se retrair para se acomodar a essa redução de volume. Considerando que a paciente pós-bariátrica já está com toda a sua capacidade de retração de pele esgotada pelo processo de emagrecimento e já apresentando algum nível de flacidez, toda a região com volume reduzido por lipoaspiração gerará uma flacidez de pele maior ainda, cujo único tratamento eficaz é a ressecção de pele, o que gerará maiores cicatrizes. O outro motivo de não se fazer lipoaspiração nessas pacientes é o fato de elas simplesmente não terem gordura para ser retirada.
Absolutamente não. Usamos drenos apenas nos casos de grandes ressecções ou maior sangramento durante a cirurgia, o que é mais comum em pacientes masculinos.
Pelo contrário! O tamanho das cicatrizes só vai aumentar os cuidados que elas requerem, mas não dificulta a recuperação. Não ser necessário lipoaspiração gera uma menor espoliação de sangue, menos dor, menos fibrose e menor indicação de drenagem linfática no pós-operatório. A paciente fica na posição ereta muito mais rápido que as pacientes habituais, pois a pele já sofreu uma distensão semelhante na época da obesidade e os modeladores utilizados são mais simples.
Potencialmente, sim. Isso pode ocorrer por diversos motivos. O principal deles é exatamente a lesão ocorrida na pele na época da obesidade. Nessa ocasião, a pele sofre um processo de estiramento e alargamento, lesando as fibras elásticas e colágenas além da matriz extracelular, ou seja, a pele perde muita elasticidade. Quando fazemos a cirurgia plástica com retirada de pele, novamente esticamos essa pele, porém ela não se mantém totalmente esticada pelo comprometimento prévio de suas fibras elásticas. Perda de peso no pós-operatório da abdominoplastia também é uma causa importante de flacidez residual.
MAMOPLASTIA PÓS-BARIATRICA
Porque uma boa porcentagem da mama é composta de gordura, especialmente nas pacientes com mais 40 anos. Ela é eliminada com o emagrecimento maciço, reduzindo muito o seu volume; com isso, acaba ocorrendo uma grande sobra de pele, que é muito fina e pouco elástica, o que resulta na queda.
Na imensa maioria das vezes não. Isso ocorre porque a mama está alongada, com sobra de pele e o mamilo na posição incorreta. Portanto, precisamos reposicionar o mamilo, retirar pele e remontar o parênquima mamário para um resultado adequado.
Sim, é possível mas não recomendamos essa conduta. As mamas das pacientes pós-bariátrica ficam muito esvaziadas, amolecidas e sem consistência. Por mais que aproveitemos todo o tecido que resta com uma montagem e compactação, percebemos que alguns meses depois a mama perde resultado, ficando muito amolecida. Em boa parte dos casos a prótese de mama acaba sendo utilizada muito mais para dar firmeza e consistência à mama, e não apenas volume.
Na realidade, não. O que ocorre é que o músculo consegue segurar a prótese no lugar, mas não a mama, que muitas vezes desliza por cima do implante e dá origem ao efeito conhecido por dupla bolha, ou seja, a prótese fica alta e encarcerada em cima, e a mama caída e amolecida embaixo.
Sim. Trata-se de uma mama que já teve um grande volume, o que fez com que a mama sofresse uma grande queda e uma grande distensão da pele. Com o emagrecimento, a mama perde praticamente todo o seu volume, e o tecido restante não tem nenhuma estrutura, nenhuma consistência. Todas essas nuances deixam a cirurgia mais difícil e a expectativa de resultado é mais limitada.
PLÁSTICA DAS COXAS PÓS BARIÁTRICA
Nas mulheres, principalmente, há dois motivos: o primeiro, em razão da distribuição de gordura mais ginecoide, ou seja, um maior acúmulo de gordura nas coxas, quadris e glúteo. Com o emagrecimento e redução da gordura, há uma maior sobra de pele nessas regiões. O segundo motivo é em virtude da pele da região interna da coxa ser muito fina e com pouquíssima capacidade de retração, assim como o ocorre na parte interna dos braços.
Na cirurgia de coxa sempre associamos a lipoaspiração à ressecção de pele para preservar os vasos linfáticos e o sistema venoso superficial, cuja lesão pode resultar em um inchaço permanente das pernas chamado angioedema. Evita-se realizar a lipoaspiração isolada sob o risco de complementar a flacidez já existente e gerar grandes irregularidades, especialmente na região dos culotes e quadris.
Os principais são infecção e abertura de pontos, lembrando que as incisões ficam mais próximas de regiões úmidas e contaminadas como a virilha e região do períneo; trombose, pois o retorno venoso fica um pouco comprometido; angioedema, conforme descrito na pergunta acima; tração dos pequenos lábios vaginais com exposição de uretra e clitóris, resultando em infecções urinárias e dor.
Vai depender muito da intensidade da flacidez, que determina quanta pele precisa ser ressecada. Indicamos na maioria das vezes incisões em forma de um “L” de cabeça para baixo, sendo que a cicatriz começa na virilha e termina muitas vezes logo acima do joelho, seguindo a face interna do membro inferior. A qualidade das cicatrizes é boa mas precisam de cuidados especiais no pós-operatório por pelo menos de 6 a 12 meses.
A cirurgia leva em torno de três horas e é necessário internação de um dia.
A sonda é necessária na primeira noite e é retirada antes da alta. Não utilizamos dreno na cirurgia de coxa.
Caminhar já é possível no dia seguinte e dirigir é liberado com duas semanas de pós-operatório.
A princípio não. Nessa cirurgia costumamos utilizar a cola cirúrgica especialmente na região da virilha e períneo para não ser necessário curativo. É muito comum após 7 a 10 dias haver pequenas feridas úmidas nas regiões acima descritas que precisarão de curativo com gazes e pomadas, sendo que a cicatrização se dá de forma um pouco mais difícil e lenta nessa região.
PLÁSTICA DOS BRAÇOS PÓS-CIRURGIA BARIÁTRICA
Algumas pacientes acumulam muita gordura nos braços no período em que estavam obesas. A perda de volume nessa região após o emagrecimento é que vai gerar a sobra de pele e a indicação cirúrgica. Como a pele especialmente da região interna do braço é muito fina e com baixa capacidade de retração, a flacidez residual quase sempre ocorre em diferentes intensidades.
Definitivamente não. A lipoaspiração só vai fazer sobrar mais pele e piorar a flacidez.
Em raros casos, sim, especialmente em homens que têm maior facilidade em aumentar o volume muscular nessa região. Não há um efeito da musculação diretamente na pele, mas sim no aumento do volume do músculo que gera o efeito de preenchimento do membro com consequente redução da sobra de pele. Na maioria dos casos, especialmente em mulheres, é necessário retirar pele e a gordura associada.
A cicatriz pode ser posicionada na face interna do braço, no sulco do músculo bíceps; ou na parte de trás do braço, nossa preferência, pois a própria paciente não consegue visualizá-la e ninguém que esteja à sua frente, mesmo com o braço levantado. A extensão é variável de acordo com a sobra de pele, podendo iniciar junto ao cotovelo e ir até a lateral do tórax, cruzando a axila, unindo-se com a cicatriz da mama. Casos mais leves finalizam a cicatriz na axila.
Esse é o grande problema nessa cirurgia. Como é necessário retirar bastante pele, isso gera uma grande tensão na cicatriz, que já possui uma orientação desfavorável de cicatrização ao longo do braço, paralela ao músculo. Todos esses são fatores que colaboram para a formação de uma cicatriz de má qualidade com alargamentos, alterações de cor, hipertrofias e queloides. Esse é o motivo pelo qual devemos ponderar muito bem a indicação cirúrgica nos casos mais leves, pois é possível trocar uma pequena flacidez por uma cicatriz ruim.
A cirurgia leva pelo menos duas horas nos casos mais leves e se não for associada a outro procedimento é possível receber alta no mesmo dia.
A anestesia é geral associada à anestesia local.
Não é uma cirurgia dolorosa, utilizando-se apenas analgésicos simples. Há um inchaço natural na primeira semana, que pode ser reduzido com a elevação dos membros superiores e abrindo e fechando as mãos para contrair a musculatura do antebraço para melhorar o retorno venoso, além da drenagem linfática, que é essencial. Utiliza-se a malha compressiva por pelo menos dois meses.
A retirada excessiva de pele e o inchaço do pós-operatório podem gerar problemas circulatórios graves e comprometimento do membro envolvido, necessitando a abertura imediata dos pontos numa reoperação de emergência. Essa é uma complicação muito rara que pode ser evitada por um cirurgião experiente. Lesão de nervos superficiais sensitivos pode ocorrer, deixando pequenas áreas amortecidas, e fistulas linfáticas também são possíveis. Os problemas relacionados à qualidade da cicatriz são os mais comuns.
Atividades de escritório sem esforço podem ser retomadas em dez dias, dirigir após 14 dias e atividades físicas que envolvam o braço somente após 45 dias.
DR. LADY CANAN
SEGURANÇA, EXPERIÊNCIA E QUALIDADE
Em 2023, já com 21 anos como médico e 15 anos como especialista, Dr. Lady tem uma carreira construída pelo esforço, estudo e determinação.
MAIS PROCEDIMENTOS
Dr. Lady Canan é um dos pioneiros da tecnologia Bodytite Inmode em Curitiba. Venha conhecer essa novidade que vai mudar seus conceitos sobre tratamento de flacidez em procedimentos minimamente invasivos.
Dr. Lady Canan, de 2008 a 2023, operou mais de 1100 abdominoplastias. Nesse período, uma das maiores casuísticas do Paraná. Experiência gera segurança. Segurança se traduz em qualidade.
Dr. Lady Canan já operou em sua carreira mais de 1.000 implantes de silicone. Experiência, segurança, qualidade. Isso faz toda a diferença quando se trata da realização de um sonho.
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